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A fusão Sadia-Perdigão não provocará demissões

Publicado por Circuito MT em 05/06/2009 às 15:09

A fusão Sadia-Perdigão não provocará demissões
A fusão das empresas Perdigão e Sadia criou uma empresa gigante no setor de alimentos, a Brasil Foods. A união entre as companhias deu origem à maior processadora de carne de frango do mundo em faturamento. A nova gigante surge com 42 fábricas, 119 mil funcionários, mais de R$ 10 bilhões em exportação por ano, 42% do que produzem e faturamento anual líquido de R$ 22 bilhões. Trata-se da segunda maior indústria alimentícia nacional e a terceira maior exportadora brasileira, atrás somente da Vale e Petrobrás.

Em Mato Grosso, a Sadia tem três plantas(Campo Verde, Várzea Grande e Lucas do Rio Verde) e a Perdigão duas (Nova Mutum e Mirassol D’Oeste).

Dirigentes das empresas afirmam que não há previsão de demissões na operação da fusão entre as duas empresas. Conforme estimativa, a empresa resultante, Brasil Foods, deverá ser a maior empresa privada no Brasil, com mais de 100 mil funcionários.

De acordo com o presidente da Sadia que será copresidente da Brasil Foods, Luis Fernando Furlan, não haverá fechamento de fábricas e espera-se um aumento da demanda e, por consequência, da produção, devido aos esforços combinados das duas companhias para ampliação de negócios. “Nós estamos fazendo essa associação para aumentar o número de empregos”, ressalta Furlan.

Em relação aos consumidores, tanto a Sadia quanto a Perdigão garantem que não ocorrerão mudanças e que serão mantidas todas as marcas e produtos oferecidos atualmente.

Apesar da otimização dos meios de produção e da logística resultantes da fusão não há indicação de redução de preços para o consumidor. Segundo o presidente da Perdigão e copresidente da nova empresa, Nildemar Secches, o principal motivo é a manutenção dos custos já que as empresas são apenas “ uma parte da cadeia produtiva” que também envolve os distribuidores, atacadistas e vendedores de varejo.

Os grandes acionistas de Sadia (famílias Furlan e Fontana) e Perdigão (que tem controle pulverizado nas mãos de fundos liberados pela Previ) continuarão presentes na nova sociedade. Os acionistas da Perdigão ficarão com uma fatia de 68% da Brasil Foods. Os acionistas da Sadia terão participação de 32%.

Para o assessor técnico do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor(Idec), Marcos Pó, a fusão pode provocar aumento de preços e queda na qualidade dos produtos, já que diminui a concorrência. “As empresas não se juntam para o bem do consumidor, elas se juntam para ter lucro”, afirma.

As experiências de fusão anteriores demonstram que o consumidor não costuma ser beneficiado com esse tipo de operação, de acordo com Pó. Para ele, a concorrência é a única maneira de garantir que as empresas forneçam serviços de qualidade e preços razoáveis.

O professor de Economia Francisco Almeida é otimista com os possíveis resultados da união das duas empresas. Segundo ele, a nova companhia terá condições de oferecer produtos de melhor qualidade com preço menor. ”A unificação também permitirá nivelar por cima os padrões de qualidade”, avalia.

Para o superintende da Associação de Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Luciano Vacari, a fusão provoca um certo receio. “São dois grupos grandes com que nunca tivemos problemas, tanto no pagamento quanto no relacionamento, mas isso mostra o nível de concentração de indústrias que está acontecendo no país.”

Vacari ressalta que a Acrimat está atenta para não permitir que essa concentração prejudique o produtor. ”Um dos efeitos mais danosos é a monopolização de preços, já que a concorrência deixa de existir. A empresa é bem-vinda desde que participe do mercado de forma transparente”.

Os analistas, porém, preocupam-se com os riscos de concentração no mercado. No setor de margarinas, a Sadia tem 47,5% e a Perdigão, 18%. Juntas, elas possuem 53% do setor de carnes refrigeradas, 71,3% de carnes congeladas, 84% do segmento de massas e 64,8% de pizzas prontas. Quase sem concorrentes, teme-se o efeito sobre os preços e a extinção de algumas marcas.

A fusão também preocupa produtores, que temem perder o poder de barganha e o setor de supermercados. Apesar desses temores, a fusão tem um grande aliado. O ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, durante uma viagem com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, disse que as exportações brasileiras serão ampliadas e não haverá problema com os Órgãos de defesa da concorrência.

Presente em MT desde 1976, a Sadia inaugurou seu primeiro frigorífico de bovinos em Várzea Grande. Na década de 80, a empresa ampliou sua presença no Estado com a implantação de um complexo de esmagamento de soja em Rondonópolis e a aquisição de um frigorífico em Barra do Garças. Em 1992, a Sadia construiu um abatedouro de aves em VG que passou a produzir, também, produtos de maior valor agregado,como hambúrgueres. Atenta às potencialidades do Mato Grosso, especialmente no que diz respeito à produção de grãos e melhorias em infraestrutura de rodovias, água e energia elétrica, a Sadia intensificou seus investimentos na região e iniciou a construção da unidade agroindustrial de Lucas do Rio Verde.

No estado de Mato Grosso, a Sadia possui cerca de 7.500 funcionários. No município de Campo Verde são realizadas atividade de produção de ração animal, granjas de aves. Várzea Grande as atividade se concentram na produção e abate de frangos e bovinos, produção de ração animal, produção de industrializados (empanados e assados de frangos) granjas de aves. Em Lucas do Rio Verde já em operação granjas de suínos e aves, armazenamento de cereais, produção de ração, incubatório de pintos de corte e abate de suínos e de aves. Até o fim do projeto será iniciadas a produção de industrializados (bacon, linguiça e mortadela.

Já a Perdigão atua nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e possui três unidades industriais, sendo: Dourados (MS), Nova Mutum (MT) e Mirassol D’Oeste (MT). As três unidades somam cerca de 2.600 funcionários. Em Nova Mutum (MT) são realizados abatedouro e processamento de aves; em Mirassol, fábrica de bovinos.

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